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Belo Horizonte, 12 de maio de 2010. Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva DD. Presidente da República Federativa do Brasil Senhor Presidente, Os presidentes das entidades sindicais e de aposentados signatárias desta manifestação vêm à presença de Vossa Excelência para reiterar a sua confiança, o que fazem no exercício da representação de milhões de trabalhadores de Minas Gerais, em razão da preocupação com a sua decisão frente ao reajuste das aposentadorias e a extinção do fator previdenciário, senão vejamos: 1) Vossa Excelência poderá ter a certeza de que teve o voto e o apoio da maioria de nossos companheiros para que se tornasse presidente da República e fosse reeleito. 2) Ao reafirmarmos esse apoio dos trabalhadores e aposentados mineiros, deveremos relembrar a Vossa Excelência que recebeu o mesmo apoio da maioria dos trabalhadores dos 90 milhões de trabalhadores e aposentados brasileiros. 3) Todos nós nos lembramos da firmeza da expressão e da fala de Vossa Excelência nos vídeos de todas as televisões de nosso País afirmando não haver déficit previdenciário. 4) Efetivamente não existe déficit previdenciário como comprovam os superávits apresentados anualmente por meio dos documentos da conclusão contábil da execução orçamentária da União (Receitas e Despesas da Seguridade Social – SIAF) que, uma vez produzida a soma dos superávits, realizados nos últimos vinte dois anos dessas execuções orçamentárias anuais, alcançará uma cifra superior de R$10 trilhões. Finalmente, diante dos argumentos acima, vimos reiterar a nossa confiança e solicitar um imprescindível pronunciamento de Vossa Excelência no sentido de tranqüilizar a mais de 100 milhões de brasileiros (e brasileiras) aposentados e por aposentar, hoje, temerosos de que poderão ver pioradas as suas condições futuras de sobrevivência. Acreditando na sensibilidade de Vossa Excelência e no aguardo de uma célere resposta subscrevem, atenciosamente: Federação de Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP-MG), dezenas de Sindicatos e Federações dos trabalhadores. A coleta de assinaturas ainda prossegue. |