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Congresso vai aprovar reajuste de 7,71% para aposentados Deputados e senadores fecham acordo para evitar desgaste político 15/04/2010 - Os partidos da base se rebelaram contra o governo e anunciaram o voto a favor de um reajuste de 7,71% para as aposentadorias acima de um salário mínimo pagas pela Previdência Social, contrariando o índice autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 7%. Os líderes aliados fecharam um acordo para a aprovação do mesmo percentual na Câmara e no Senado, evitando assim desgaste político se uma das Casas aparecer de forma mais generosa com os aposentados do que a outra em um ano eleitoral, quando a disputa por votos é acirrada. O líder do governo na Câmara e relator da medida provisória dos aposentados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou no plenário que, em seu parecer, vai aumentar de 6,14%, como prevê originalmente a medida provisória, para 7%, como havia combinado com o presidente Lula. A votação da MP ficou acertada para o dia 27 de abril. Durante todo o dia de ontem, os líderes da base e Vaccarezza tentaram um acordo. Durante uma reunião no final da tarde, os senadores deixaram claro que não aceitavam um índice menor. Dessa forma, os líderes da Câmara seguiram a posição dos senadores. Vaccarezza reafirmou a posição do governo. 'O limite é 7%', enfatizou o líder. Segundo o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), as duas casas fecharam acordo em 7,71% e prometem rejeitar o parecer do relator da medida provisória, Cândido Vaccarezza. Depois da proposta ser aprovada no Congresso, ainda precisa passar pelo crivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Não acredito que o presidente Lula irá vetar um aumento de 7,71%', disse Rollemberg. O líder do governo na Câmara, no entanto, afirmou que o presidente Lula pode vetar um aumento maior do que 7%. Vaccarezza afirmou que esteve reunido com a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e todos concordaram que o maior aumento que pode ser dado é de 7%. 'Para mim, o presidente não terá outra opção senão o veto. O Brasil é um país que tem contas, não tem só a Previdência. Não temos condições técnicas de dar um aumento maior do que 7%. Vamos manter a posição do presidente Lula; 7% é um bom aumento', disse. Impacto do aumento nas contas públicas é inferior a 1% O presidente da Federação de Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (FAP-MG), Robson Bittencourt, não vê razão para que o percentual de 7,71% não seja aprovado. Segundo ele, o impacto nas contas do governo não será tão maior a ponto de justificar um veto. 'Os gastos com a folha dos benefícios não vão aumentar nem 1% com este reajuste maior', afirma.
Por mês, o governo gasta entre R$ 17 bilhões e R$ 18 bilhões com os benefícios. Com um aumento de 6,14%, o impacto seria de R$ 6,7 bilhões. Com o reajuste de R$ 7,71% seriam mais R$ 1,7 bilhão, o que dá cerca de 0,8% da folha anual (em torno de R$ 204 bilhões). 'O Lula não vai vetar de jeito nenhum. Isso é demagogia eleitoreira para depois aprovar e posar de salvador da pátria dos aposentados', destaca Bittencourt. Com informações do jornal O Tempo. |