|
Paim volta a defender reajuste dos aposentados Agência Senado - 31/05/2010 O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender, nesta segunda-feira (31), o aumento de 7,72% para os aposentados e o fim do fator previdenciário. Ele afirmou que irá se manifestar sobre o assunto até que sejam sancionadas ou vetadas as propostas aprovadas pelo Congresso que tratam das duas questões. Paim relatou sua participação em ato na última sexta-feira (28), em Porto Alegre, a favor das duas proposições. Ele disse que centenas de trabalhadores participaram da manifestação, patrocinada pela Central Única dos Trabalhadores. O parlamentar disse que outros 40 mil estarão nesta terça-feira (1º) em ato em São Paulo, na defesa dos mesmos pleitos. O parlamentar disse que o Brasil vive um bom momento econômico, com estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8% este ano. Assim, acrescentou, a arrecadação está aumentando, compensando os gastos advindos do reajuste dos aposentados e do fim do fator previdenciário. No mesmo pronunciamento, Paulo Paim leu carta que recebeu do economista Oswaldo Colombo Filho, defendendo as propostas, e agradeceu a receptividade na viagem que empreendeu no fim de semana a uma dezena de municípios gaúchos. Mão Santa rebate governo e diz que Previdência não quebra com reajuste aos aposentados
O senador Mão Santa (PSC-PI) disse nesta segunda-feira (31) que o governo não engana os senadores quando diz que o reajuste das aposentadorias aumentará 'o rombo da Previdência'. Ele afirmou que o governo falseia os dados referentes aos recursos da Previdência. Mão Santa disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Luiz Inácio 'é gente boa', e culpou 'os aloprados do governo' que, segundo afirmou, 'tiram o dinheiro da Previdência e empregam no que querem ao seu bel prazer'. O senador frisou que, se o dinheiro recolhido dos trabalhadores for bem aplicado, a Previdência não quebra. - Dizer para nós, senadores, que a Previdência vai falir, que não dá certo, que o ministro não pode pagar? Não é ministro que vai pagar aposentadoria nem o presidente. Cada um de nós é que paga a sua própria aposentadoria - disse o senador. Mão Santa assinalou que um trabalhador que inicie sua carreira aos 16 anos e se aposente compulsoriamente aos 70 anos de idade, terá pagado à Previdência por sua aposentadoria ao longo de 54 anos. Ele ressaltou que a média de vida do brasileiro é de 72 anos. - No Brasil se instalou um governo do tripé: mentira, corrupção e incompetência. Essa é a verdade - afirmou. O senador Paulo Paim (PT-RS) disse, em aparte, que alguns não entendem a defesa dos aposentados feita pelos parlamentares no Congresso Nacional. Ele citou o líder sul-africano Nelson Mandela que, ao tomar posse como presidente, pediu ao povo que se mobilizasse e pressionasse seu governo para que as mudanças acontecessem. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) concordou com Paim, mas lamentou que no Brasil os partidos da chamada esquerda e as forças da sociedade organizada foram usados para segurar as pressões populares. - A gente não vê mobilização no sentido de propostas alternativas. Nós regredimos ideologicamente - afirmou. |